Esse é um dos vários textos que eu pensei em escrever quando estava na praia. Anotei umas 16 ideias diferentes de post pra escrever quando eu voltasse, e aí me veio essa metáfora sobre o mar revolto.


Fonte

Num dos raros dias onde o clima instável nos deixou entrar na água, eu fui pro mar. Água fria, porém limpa, com algumas águas-vivas, ouvi falar. Apesar do frio tava ótimo, todos rindo, felizes no mar revolto. Ondas altas já na beira, o que pra mim era ótimo já que eu não gosto de ir pro fundo e não sei nadar.

Ondas fortes, ondas frias, um repuxo das águas que não tinha fim. Era preciso uma certa força pra se manter em linha reta com o guarda-sol e não ser arrastado pra outro lado. 

É interessante.

Só bem depois que voltei para o apartamento e parei de me movimentar é que senti a canseira de vez, por conta da água turbulenta daquele mar. Um mar brabo, frio e pouco convidativo, que enfrentamos, gelamos, sorrimos, brincamos e nos acostumamos até cansar. 

Será que assim é a vida também e nós sempre só complicamos ao invés de comparar simplesmente com o mar? Quando vou à praia essa é uma das coisas que mais gosto de fazer: olhar o mar. Olhar, respirar, sentir e refletir sobre ele. 

Nesse dia ele me fez pensar nessa metáfora, em que a gente encara tudo revoltosamente, se diverte e só quando para é que sente de vez a canseira no corpo.

Obrigada por isso mar. Eu entendi.


Deixe um comentário

Que tal deixar um comentário bem maneiro aí?