Ok, eu não sei o que fazer. Na verdade eu até sei, mas sou uma máquina ambulante de pensamentos e ações rápidas e aparentemente revolucionárias, que se chocam entre si resultando num grande nada. Ano passado eu escrevi aqui sobre uma angustiante sensação de nada que eu estava sentindo em relação à minha formação acadêmica. 

Foi ano, veio ano, estouramos champanhe, vimos fogos, voltamos pra casa e isso piorou. Piorou no sentido de a confusão sobre o que sou/ou que fui/o qq faço continuar. Deixa eu tentar explicar essa bagunça.

Em 2011 eu entrei pra Psicologia, pra sair dela no meio de 2013 e fazer Fotografia até dezembro do mesmo ano. Depois disso eu entrei no Jornalismo em Março de 2014 e sigo nisso até agora.

Beleza.

Em 2011 eu também criei esse blog e suas respectivas redes sociais. Em setembro de 2014 criei o Letras e enchi de redes também. 

Sensacional.

Aí que no meio do ano passado eu decidi que queria parar com a faculdade ao menos por um  tempo, e tentar me encontrar - já que tentava fazer tudo ao mesmo tempo e obviamente nada saía do lugar, pq eu não conseguia focar em uma coisa só por muito tempo. Mas, eu não saí. Daí no mesmo período eu resolvi que ia PARAR com o blog que criei há 1 ano e 3 meses e dar um tempo de todas as suas 4 redes sociais (essa, essa e essa aqui também), mas deixar umas coisinhas no face pra não parecer que  o blog tinha morrido por lá. 

"Pra quê" você deve estar se perguntando. Boa pergunta, pq de vez em quando eu tbm faço ela. 

O que que acontece com quem é assim? Me explica. Isso quer dizer que eu sou criativa demais ou só completamente louca que não foca em porra nenhuma? Eu tenho uma ânsia tão grande e fodida pra conseguir logo as coisa e PÁ: ser um puta sucesso em alguma coisa, que eu saio criando mil coisas por aí e de um ano pro outro eu meio que paro todas elas pra me encontrar de novo. É normal isso? Puta que pariu, sabe? A fanpage ali do Letras foi mesclada com a aqui do Guria e aí virou aquele numerão absurdo de gente. Outra vez: PRA QUÊ? Eu felizmente tô saindo dessa nóia do "quanto mais galera vendo e curtindo, melhor" pq na real isso não importa e não pode importar se não tem engajamento. E não tem. Só sigo ainda com essa nóia nos inscritos do canal. Eu fico feliz pra caralho com vocês aqui no blog comentando, pq cês vieram por conta própria e isso é massa. Eu achava que seria assim nas redes, só que de um jeito mais fácil por conta da divulgação desenfreada. Não foi. E bem feito pra mim também.

É muito louco ver uma galera surgindo do nada com uma ideia e essa ideia dando certo rapidamente, enquanto eu me vejo criando mil coisas e não emplacando direitinho nenhuma. Não chega a ser uma inveja isso, talvez seja - mesmo eu sabendo que isso é horrível, mas eu acabo sempre me perguntando unicamente qual o problema comigo e onde que eu erro sempre. Como cês podem ver, ser confiante é algo que ainda não alcançamos por aqui.

E ainda tem o lance do YouTube na jogada. Sim, eu criei um canal dia desses, mais especificamente ano passado, tem uns vídeos lá e também tem todo um medo de continuar mostrando a cara. Medo esse que colide (que surpresa) com a vontade de continuar e fazer disso algo bom, algo até rentável (pq não?).

Aí eu me pergunto: Pq que não dá certo? Pq que os freelas somem, a dúvida da faculdade bate e eu não consigo decidir em que blog ficar, se o nome do blog tá certo, se eu continuo com isso ou não e pq eu simplesmente não paro um minuto e descanso por ter as respostas pra isso?

Sabe, se eu soubesse desenhar eu venderia meus desenhos, teria uma galeria online, sei lá. Se manjasse de tipografia, faria posters massa com a mesma finalidade. Se eu soubesse costurar, bordar, pintar, fazer qualquer artesanato manual, também. Mas eu escrevo, faço uns freelas bem espaçados de redação e crio uns conteúdos pra rede social quando surge a rara oportunidade e não pagam uma miséria absurda. Geralmente é só miséria mesmo.

Eu tô sempre preocupada demais com o futuro ou a situação atual mesmo e me desespero por não conseguir concluir ou por pra frente nenhum trabalho com destreza, perfeição ou, ao menos, direitinho.

Mas, o que que eu quero dizer com tudo isso? Sinceramente eu não sei. Sabia antes de dar uma volta pelas abas que abri ao lado do blog, mas agora já esqueci. Viu? É isso que eu tô dizendo. 

É foda, cara.


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