Eu sinceramente não sei pq que vou escrever esse texto, mas seguindo a linha "escrever pra não enlouquecer" aqui estou eu, meio cansada de ser louca. Ah é, isso aqui não é um texto feliz e nem mesmo vai te ajudar de alguma forma.

Acho válido te dizer isso, pq aí tu realmente só continua lendo se quiser. Tu foi avisado.

Nesse momento eu tô ouvindo uma das playlists latinas que falei pra vocês da outra vez, então meio que não combina com esse clima bad que eu vou trazer pra cá agora, mas meio que me ajuda a dançar sem sair da cadeira enquanto amenizo as desgraceiras que eu passo mentalmente falando.

Ok, vamo lá. De tanto post profundo e reflexivo que eu tenho escrito aqui, até criei uma aba só de reflexões, caso tu goste de choradeira ou papo reflexivo pra ficar horas (ou segundos só) chorando e pensando na vida. Aquele lance de onde vim e pra onde vou, sabe? Isso aí. Enfim, foco.

Não tem um jeito fácil de falar isso sobre si mesmo, mas a parte boa é que se eu me arrepender de falar isso em blog, é só ir no bloglovin (que posta e salva os textos automaticamente lá) e excluir como se nada tivesse sido dito. Ok, eu me sinto uma decepção enquanto ser humano.

Foi uma frase tão rápida e do nada que talvez cês nem tenham notado. Leiam de novo a última frase que fecha o parágrafo acima. É isso. Eu atualmente entrei numa crise (que já falei aqui, inclusive) que não tá com jeito de acabar muito logo. Eu só me sinto uma verdadeira negação no mundo. A pior parte dessa porra é que eu sinto que tudo se "resolveria" se eu tivesse um emprego fixo. Essa coisa de dinheiro certinho todo mês e pagando tudo o que se tem vontade de comprar é uma parada que tem me angustiado muito e, adivinhe, eu também já falei sobre isso por aqui. Essa montoeira de link no meio dos parágrafos é só pra caso cês queiram entender isso direito ou não queiram ler coisa repetida. Enfim.

A parada é que daqui menos de 4 meses eu faço 23 anos e essa realidade tem pesado de um jeito inexplicavelmente ruim pra mim. Mas isso não faria muito sentido se eu não contasse a parte onde eu costumo desistir de quase tudo que acho extremamente difícil ou impossível pra mim. Talvez vocês saibam que em 2011 eu entrei pra Psicologia, mas no 2º semestre já tinha certeza de que já não queria mais aquilo. Ainda assim eu fiquei nessa faculdade até junho de 2013, quando decidi sair e trocar de curso pra Fotografia, onde fiquei até dezembro de 2013 só. Na real a faculdade de Foto foi pra trocar direto pra Jornal (que na época eu achei que fosse da mesma área, mas não, e aí olá novo enem e vestibular, pois é). 

Em março de 2014 eu finalmente entrei pro Jornalismo, onde eu tava até 29 de fevereiro desse ano. Sim, essa é a primeira vez que falo isso abertamente pra internet: Eu tranquei a faculdade de Jornalismo em março desse ano. Exatamente dia 1º de março, pra falar bem a verdade. Muitos foram os fatores pra isso, mas acho que não cabe nesse texto de hoje. Se rolar, a explicação vem em outra hora (mas não prometo), tá gente? Na real eu nem sei se tem alguém lendo, pq esse texto aqui eu não vou divulgar, então vamo na fé mesmo.

Onde que eu quero chegar com tudo isso: Eu atualmente me sinto um fracasso. Entro em crises existenciais todos os dias, me sinto menos que todo mundo todos os dias também. As pessoas tão vivendo, as coisas tão acontecendo e eu tô ali: Socada dentro de casa (por escolha minha, saibam), no meu quarto, enviando emails infinitos todos os dias pra conseguir viver como produtora de conteúdo remotamente. Eu não sei até quando esse sonho de home office vai se sustentar, mas já claramente tá dando sinais de que não vai ser muito tempo. Vai chegar o momento em que eu não vou mais poder procurar freelas pra fazer de casa: Eu vou ter que sair de novo, pra trabalhar numa coisa que eu muito provavelmente não quero, mas que vai pagar minhas contas.

Outra coisa que eu desisti foi do meu canal (cês nem sabiam do canal, né?). Tá pra fazer 3 meses que eu não posto mais nada lá pq não sabia direito do que falar e tbm fiquei com medo de mostrar o meu rosto (?). Vocês percebem o grande mar de bosta? O canal e os vídeos eram uma parada que eu gostava de fazer. De vez em quando umas pessoas ainda se inscrevem, desinscrevem, comentam e até me xingam gratuitamente de coisas bem ridículas por lá. É como se agora eu sentisse medo de ligar a câmera do meu celular pra falar sobre qualquer coisa. É por isso, também, que eu escrevo muito mais aqui no blog: Eu tenho uma facilidade enorme pra escrever, mas uma dificuldade do caralho pra me expressar num vídeo (que, a gente sabe, tem uma visibilidade BEM maior na internet e eu não sei se tô preparada pra isso).

Por fim, eu não queria ser uma decepção pras pessoas (e nem pra mim), mas sinto que estou sendo. Fica bem óbvio o olhar de desesperança e decepção que eu vejo nas pessoas quando eu falo que só vou acabar a faculdade pq o diploma diz o que eu sou ou não no mundo (e pq eu sou bolsista e não devia estar desperdiçando algo que poucos conseguem, mesmo que eu não queira mais ir pra lá) e também quando digo que queria arrumar algo pra trabalhar de casa. Eu queria muito poder transformar o blog no meu trabalho (diferente do discurso desapegado que eu falei aqui), mas eu sinto vergonha de dizer que eu produzo conteúdo, já que quase não sou paga pra isso. A minha resposta é sempre um automático "tá tudo bem sim, tá tudo indo :)" quando alguém me pergunta sobre a faculdade e o trabalho. Afinal de contas, quem que com 23 anos tem a mesma vida que um adolescente de 16 que ainda não precisa se preocupar com nada? O que mais tem na vida adulta é coisa pra se preocupar e resolver.

Se eu estivesse no filme da Mulan, hoje seria o dia em que o Mushu ia me dizer que eu sou uma decepção até pra minha vaca. Esse vídeo da JoutJout seria um resumo exato do que eu tô sentindo agora.

Eu tô há 3 dias escrevendo isso e ainda não sei se devia ter publicado. Mas não tinha como criar outros posts alegrinhos e motivacionais pra vocês estando nesse estado.

É isso. Até.

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