Fonte: Arquivo pessoal!

Eu já aviso que essa não vai ser uma resenha normal e padrão porque se trata da minha pessoa escrevendo. E de um livro da JoutJout.

Certamente vocês já entenderam.

Comecei a ler Tá Todo Mundo Mal na última segunda-feira, exato dia em que o livro me chegou pelo correio. Eu, que há muito (muito MESMO) não lia nada de livro nenhum, me encantei.

41 páginas em 1h30 de leitura naquela segunda-feira.

Desde o início do livro realmente ouvi Jout falando comigo enquanto eu li suas histórias. Eu OUVIA ela contando aquilo que eu estava lendo, do jeito maravilhoso dela.

Foi tudo tão maravilhoso que no segundo dia, uma terça-feira, portanto, inaugurei o instagram do blog com uma passagem do livro dela, em um capítulo sobre sua faculdade. Foi um sucesso, já que é impossível não amar JoutJout. E lá se foram mais 60 fucking páginas lidas.

Jout pensou superbem não cronologia de suas crises contadas em forma de pequenos capítulos de um livro amarelo e cheio de graça nas entrelinhas de uma frase e outra. É como assistir mais um vídeo, e imaginar as histórias.

No terceiro dia de livro eu já estava apaixonada pelas frases simples e, ao mesmo tempo, cheias de efeito que JoutJout escreveu. Ela é muito clara ao iniciar o livro: "(...)Escrever  sobre vitórias? Acertos? Conquistas? Para que isso? Nada mais reconfortante para quem está numa crise do que saber se a deles é pior ou mais branda que a nossa própria. Então aqui estou. Enumerando gentilmente meus piores momentos. Para você avaliar se os seus foram um pouquinho melhores e ter um sono mais tranquilo".

50 páginas ingeridas dessa vez.

151 páginas em 3 dias, por alguém que não lia e nem tinha vontade ler há séculos. Quem diria, né? 

Eu sei que, na quinta-feira da mesma semana que em que o livro chegou, eu terminei de ler. 200 páginas. 200 fucking páginas e eu li tudo na mesma semana depois de séculos sem uma leitura constante. Mesmo depois de tantas micro-histórias sobre seus erros e crises vividas, Jout conseguiu encerrar o seu livro belamente, falando sobre como foi pra ela aceitar escrever um livro mesmo sem nem saber sobre qual assunto falaria e sobre o quão importantes e especiais são todas as pessoas, ainda que a vida nem sempre nos diga ou demonstre isso.

Foi sensacional como sempre. Muitas das histórias ela já havia pincelado por cima (se você, assim como eu, já assistiu a todos os vídeos do seu canal), mas, ali, tu te sentia ainda mais próximo dela, como se ela já tivesse te contado isso antes, numa conversa. Lembro de ter dito que, no primeiro dia, já havia rido muito e escutado a voz dela na minha leitura. O capítulo sobre a faculdade e sobre criar um emprego esquisito então (A crise da poeira desnecessária e A crise de ter um emprego esquisito), parece que falavam diretamente comigo.

O prefácio escrito por Caião (menino Caio, namorado de Jout que todos já conhecemos) já nos avisa sobre como o livro é leve e divertido (mesmo em assuntos sérios), assim como Jout é em seus vídeos. Eu recomendo demais que vocês leiam.

Tá Todo Mundo Mal foi lançado esse ano (2016) pela Companhia das Letras, tem 200 fucking páginas maravilhosas e essa capa amarelinha que vocês veem no topo do post.

*Se tu não faz ideia de quem é JoutJout (porque pode acontecer, e tudo bem), tu pode conferir esse post aqui primeiro pra entender. ^^ 


Quem mais gostaria de ler ou já comprou e leu essa maravilhosidade em forma de livro?

2 Comentários

  1. Credo, eu li os trechos imaginando a voz dela. Particularmente não gosto de livros de Youtubers, acho meio bleh, mas talvez pra JoutJout daria uma chance. Adorei a resenha.

    http://admiravelinconstancia.blogspot.com.br/

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    1. Eu também tenho esse receio quanto à avalanche de livros assim, mas, assim que JoutJout anunciou o livro dela, eu sabia que precisava comprar. ^^

      Obrigada, Thamyris! ^^

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