Fonte: Arquivo pessoal
Carina não acredito que tu, medrosa que só, assistiu Black Mirror. Pois é minina, nem eu. Na verdade eu assisti 7 dos 13 episódios da série, mas numa ordem muito específica. Por isso que hoje eu vou falar sobre os episódios que eu assisti e o que achei de cada um deles.

A minha história com Black Mirror (e a Netflix como um todo, mas isso pode ficar pra outro post) tá pra fazer 1 ano daqui uns meses e não foram todos os episódios das três temporadas que eu tive coragem de assistir. Eu sou uma pessoa que se impressiona muito fácil e que chora com uma facilidade absurda. Somando isso a uma época que eu não tava com o psicológico tão ok, claro que seria merda na certa se eu assistisse todos os episódios.

The Waldo Moment: Comecei a série assistindo a história de Waldo, por julgar ser a narrativa mais "leve" pra eu ter essa introdução ao mundo de Black Mirror. Assisti e não achei assim lá essas coisas, mas entendi bonito a mensagem que vinha no fim (como em todos os episódios que assisti).

Claro que ali na história Waldo era só uma metáfora para muitas das coisas e personagens babacas que a gente acaba tornando famoso e foi interessante ver o que ele faz com a cabeça de quem se afeiçoa a ele e, principalmente, com a cabeça de quem o criou. Loco. É o terceiro episódio da 2ª temporada, caso tu queira ver.

Be Right Back: Nesse eu fiquei mal. Senti pena, fiquei chateada e muito provavelmente chorei com a parada toda. Ver a história de uma pessoa que perde seu par em um acidente e acaba optando por uma versão robótica do mesmo (e tudo mais o que segue no episódio) me partiu o coração. É muito esquisito pq tu entende o lado da moça que toma essa decisão ao mesmo tempo que sabe o quão enlouquecedor aquilo tudo é depois de um tempo. Achei muito triste toda a parada, mas o final me deu um pouquinho de conforto, por mais wtf que seja, já que eu não queria ter que encarar mais ninguém morrendo ali de novo. É o primeiro episódio da segunda temporada.

The Entire History of You: Jesus Cristinho que esse também afundou com o meu psicológico, meus amigos. Acompanhei toda a história do infeliz do personagem e é muito louco o que esse tipo de episódio faz com a gente. O maluco simplesmente vive numa realidade onde todo mundo tem um dispositivo que te deixa apagar, organizar e rever memórias da tua vida. TU IMAGINA O ESTRAGO NO CIDADÃO. Ao mesmo tempo que eu pensava que seria bom ter um treco desses (ou aquela parada do MIB que apaga as memória com um flash, saca?) eu já agradecia por isso não existir (ainda) apesar de todas as desgraças. Esse é o 3º episódio da primeira temporada.

Fifteen Million Merits: Bicicletas. Bicicletas everywhere. Aqui nesse episódio tu simplesmente vê uma metáfora pra todos os esforços que a gente faz pra ter alguma compensação no fim das nossas vidas (ou antes disso, a gente espera). Quanto mais tu pedala, mais a tua pontuação de grana aumenta e mais coisas tu pode comprar pra personalizar o cubículo bizarro que tu mora nesse episódio.

Mas é claro que tem um show de talentos no meio dessa história pra mexer com as ambições e anseios dos nossos amigos protagonistas. O que eu posso dizer é que esse eu não achei perturbador, mas achei o final muito irônico e meio trágico pra alguns dos personagens. Mas eu curti, apesar das bizarrices. Segundo ep. da primeira temporada.

Shut Up and Dance: Meus amigos... MEUS AMIGOS! Ô agonia da porra esse episódio. Eu só não senti mais raiva de toda a situação pq saquei o grande baque da história antes de ela de fato chegar ao fim. E, bem na real, imaginei a grande revelação de um jeito ainda pior. Grazadeus que não foi o que eu tinha pensado. Nesse bendito desse episódio a gente passa a FUCKING HISTÓRIA INTEIRA torcendo pro menino com cara de assustado pra no final descobrir que ele era um babaca e fazia coisas péssimas.

Você que assistiu também: Sabe o cara que vira amigo dele e se ferra tanto quanto na história? Eu achei que a filhinha do cara era a mesma criança que o piá principal da história entrega o brinquedo no início do episódio. Entendeu pq que eu achei que a revelação seria ainda pior (como se já não o fosse, né)? Pois é. Essa doideira toda tu vê no 3º ep. da terceira temporada.

Nosedive: Ah, Nosedive. Talvez o mais próximo da realidade em que vivemos, em termos de tecnologia, likes e etc. Aqui a gente passa 1 hora inteira vendo a vida da menina Lacie e o mundo todo baseado em avaliações, estrelinhas e likes em que ela vive. Familiar para cacete, num é meixmo? A coitada da Lacie vive toda uma história correndo atrás de boas avaliações na vida dela e então não pode de forma nenhuma aparecer triste ou ser mal-educada com ninguém. É uma parada tão louca que dependendo da tua quantidade de estrelas nesse aplicativo (sim, foi criada a versão """""real""""" dele por aqui) tu pode ou não adquirir imóveis melhores ou determinado tipo de emprego. Praticamente uma divisão de castas que a gente viu em Caminhos das Índias. Nosevide é o primeiro ep. da terceira temporada.

Percebam que nem com a @ do meu twitter e nem só com o meu nome a minha avaliação no RateMe foi boa. Na época em que isso saiu eu acho que foi melhor, mas não um show de estrelas também. Pelo menos no Uber tamo com 4.92 estrelinhas. ¯\_(ツ)_/¯

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San Junipero: TODO O MEU AMOR A SAN JUNIPERO. Todo. Ô episódio lindo. Meu deus. Pelo amor de Deus, se tu não tem a menor intenção de assistir Black Mirror, pelo menos assista San Junipero. Esse sim eu posso dizer que fui surpreendida totalmente com o final da história.

Em San Junipero todo mundo é jovem, feliz e tá sempre em uma ou outra festa celebrando sua vida. Pessoas somem, reaparecem e tudo isso vai depender da década ou ano em que ela escolher para estar naquele momento. É, foi isso que começou a me deixar confusa com toda a história até que ela realmente chegasse ao seu fim. Esse só assistindo mesmo pra você entender. Tão lindo que foi indicado ao Emmy. Quarto episódio da terceira temporada.


Eu podia jurar que não ia conseguir redigir um post enorme sobre Black Mirror já que não assisti todo ele, e olha só o tamanho que ficou isso.


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