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Hoje o Facebook me lembrou que faz 1 ano de uma publicação que eu resolvi escrever por lá. Fiquei bastante chocada, pq não sei aonde foi o resto dos dias pra agora já fazer 1 ano disso, mas resolvi compartilhar no blog o exato texto que produzi naquele dia.

Eu tinha acabado de assistir o documentário "Amy", sobre a vida da Amy Winehouse. Foi a primeira coisa que assisti na Netflix - tinha criado minha assinatura lá menos de 2 semanas desse dia. Agora cês ficam com as minhas impressões daqueles dia:

"Hoje assisti o documentário sobre a Amy Winehouse e fiz algumas reflexões sobre a história dessa pessoa realmente brilhante:

Amy sempre foi muito mais do que nossos olhos na TV e no computador podiam dizer. Enfrentou o divórcio dos pais quando criança, tinha problemas com drogas e bebida (na verdade, eram soluções para ela, mas, vocês entendem), viveu em um eterno quadro de bulimia e depressão e teve sua vida ainda mais destroçada pelo marido - talvez o seu maior vício.

Do outro lado, a mídia cruel rindo de seu estado físico, fazendo piada em stand-ups e reduzindo aquela voz inacreditável em um mero conceito de "coitada daquela bêbada".

Quantas e quantas vezes nós mesmos já achamos graça de tudo isso, já que nem mesmo sonhávamos com o que de fato essa guria (guria sim, porque se foi jovem DEMAIS) passava? E como saberíamos, né? Tudo o que nos chegava vinha por meio de uma avalanche de flashes na cara da Amy, cercada por fotógrafos invasivos do mundo todo que pediam um "se anime, Amy!" enquanto ela desmoronava em meio à fama que (agora graças ao documentário eu sei) ela nunca quis de verdade e nem soube lidar.

Amy foi uma mulher brilhante, de uma voz e capacidade criativa ímpares.

Amy foi destruída pelo sucesso e pela mídia. Pelos pais na infância. Pelo homem que ela mais amou na vida (e que, sinceramente, não me pareceu recíproco) e, também, por si mesma.

Reforçando o que eu já disse em um post antigo: A gente NUNCA sabe tudo o que uma pessoa está passando. Não reduzam pessoas a meros conceitos vazios, fingindo se importar.

Quantas Amys seremos ou ainda destruiremos?".
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