Da janela do sétimo andar, no dia 31. (Arquivo pessoal!)

Bom, eu tô aqui. São 15h09 do dia 31/12/2016 e eu tô escorada numa janela há 7 andares de altura do chão. Não sei quantos metros tem esse prédio, mas é aqui que eu tô - vendo uma chuva carregada banhando a cidade - agora já 7 minutos depois.

O último dia do ano tem uma coisa engraçada: A gente sabe que tudo termina de forma simbólica, mas não sabe ainda o que de fato vai começar. Mas, ainda assim, a gente começa.

Começa listas, repensa programações, tem sonhos de uma "nova vida" e também se entristece. Fica triste pelas coisas não resolvidas (e também pelas mal resolvidas), pelos planos que não deram certo e pelos sonhos interrompidos ou que mudaram seu direcionamento.

Eu acho que não tem problema tu ficar triste quando o ano se encerra - ninguém precisa 100% embarcar na alegria obrigatória que as festas de fim de ano tentam sempre empurrar goela abaixo, mas é importante acreditar de alguma maneira que esse fim pode nos recomeçar. De algum jeito.

Eu não sei quando tu vai ver isso e nem como vai ter chegado até essa postagem, mas bom ano pra você. Que seja mais completo, justo e sincero do que 2016 falhadamente tentou ser.

15h43.

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Escrevi esse texto realmente no último dia de 2016, mas não fazia ideia de quando ele finalmente seria postado.


2 Comentários

  1. Bom ver que tem mais pessoas com o pensamento parecido com o meu :)
    Também fico assim no último dia do ano... Um pouco melancólica...
    Que 2017 seja melhor!

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    Respostas
    1. Às vezes bate essa melancolia mesmo, Cássia. Que 2017 seja ótimo pra todos nós! ^^

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